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O Orgulho Hetero da Tagus

Novembro 23rd, 2007 by Bruno Ribeiro

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tagusA Tagus lançou uma nova campanha intitulada Orgulho Hetero que já foi levantando polémica, como era aliás o seu objectivo. A campanha tem associada a si um site onde cada um se pode registar, partindo do princípio que é heterossexual e tem orgulho nisso. Como era esperado, sobretudo pela empresa e agência (no caso a Lowe), lá chegaram as reacções de indignação por parte da LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais), das Panteras Rosa e, claro está, do Bloco de Esquerda.

Nada melhor do que uma boa polémica para centrar as atenções numa marca, sobretudo uma que está numa posição de desvantagem num mercado competitivo que detém dois gigantes. Os anticorpos a esta campanha estão contabilizados e a exposição mediática obtida irá compensar a Tagus em bem mais do que os clientes que poderá vir a perder.

Se analisarmos as coisas com cuidado, vemos que se trata de uma situação em que todas as partes sairão vitoriosas, já que todas irão obter aquilo que mais anseiam: exposição! Quer a Tagus, quer as associações de defesa dos direitos dos homossexuais , quer o BE irão capitalizar a polémica para chamar a atenção dos media e do pública para as suas questões. Sejam elas vendas, direitos civis ou votos o que interessa é obter preciosos segundos mediáticos.

A Lowe está de parabéns por uma campanha arrojada mas bem sucedida!

Posted in Marketing

9 Responses

  1. João Pedro

    sim, sim… uma campanha tão bem sucedida que foi mandada retirar do ar, conforme se pode ler hoje no Meios&Publicidade.

    E depois acreditar que “nada melhor do que uma boa polémica para centrar as atenções numa marca”, além de mostrar o completo desespero da marca, é absolutamente patético.

    Um post destes só poderia ter saído de uma tonta cabecinha de 24 aninhos, a quem parece faltar tudo: bom senso, consciência política e, acima de tudo, a falta de noção da função da publicidade.

    A publicidade deve vender produtos, não ideias estúpidas como esta.

    arre!

  2. Bruno Ribeiro

    Já deu para perceber que percebe imenso da “função da publicidade”! Sobretudo quando vem falar de “consciência política”, como se isso fosse relevante para uma marca de cerveja que pretende aumentar a sua quota de mercado. Se a campanha foi retirada do ar é pouco relevante para a Tagus que já conseguiu com ela mais exposição pública do que com todas as campanhas que já alguma vez fez. E tudo às custas de quem tem “consciência política” mas pouco discernimento.

    Em vez de andar a criticar infantilmente os outros (o que já de si indica falta de argumentos), aconselho-o a aprender um pouco mais de marketing e publicidade antes de assumir o papel de defensor da moralidade. Caso ainda não tenha percebido, a publicidade serve para vender uma marca ou um produto; se ofender o politicamente correcto, aquilo que consegue é mais exposição.

  3. João Pedro

    “Se a campanha foi retirada do ar é pouco relevante para a Tagus”

    A campanha foi retirada do ar pela própria tagus, o que mostra por si só que a questão não é irrelevante - de outra forma tê-la-iam mantido no ar -, ao contrário daquilo que você afirma.

    Acreditar que a exposição pública (independentemente do que está na base dessa exposição) é benéfica por si só, é um mito.

    Mais: acreditar que este tipo de publicidade negativa (para a tagus, entenda-se, acusada de homofobia) não é “relevante para uma marca de cerveja que pretende aumentar a sua quota de mercado”, além de imbecil, é um acto de desespero, que pode ser resumido na seguinte frase: vale tudo desde que olhem para mim.

    Ora, a verdade é que não vale. Eu sei que a ideologia dominante contraria esta minha afirmação, a julgar pela quantidade de gente que se inscreve em programas tipo big brother e se prestam às mais ridículas situações: o importante é aparecer.

    Ora, se isso é questionável em termos pessoais, numa marca é impredoável.

    Mas se aquilo que a Tagus quer é polémica, eu deixo uma ideia: que tal filmar o director de marketing a dar um tiro na própria cabeça e colocar na web? se o seu raciocínio estiver certo, a Tagus vai vender como nunca vendeu.

  4. Bruno Ribeiro

    Se tivesse a mínima noção do que diz, facilmente percebia que o seu exemplo é patético. Se o director de marketing desse um tiro na cabeça e colocasse o vídeo na web, a discussão que se seguiria estaria centrada na pessoa em causa e não na marca, sendo o mais provável que posteriormente essa mesma discussão se centrasse nas condições de trabalho na Tagus, o que seria sempre negativo para a marca.

    No caso da campanha “Orgulho Hetero”, a marca assume-se como heterossexual (que é diferente de homofóbica, mas enfim). Tendo em conta a cultura portuguesa, goste-se ou não da campanha, a verdade é que ela está destinada a um público alvo concreto e bem real. Com a polémica que foi levantada, a Tagus conseguiu tempo de antena que dificilmente iria obter através de campanhas convencionais. Ofende muita gente, entra na lista negra de muitos outros, mas certamente conseguiu chegar a uma pequena franja do seu target, que em termos publicitários é o que interessa. O erro da Tagus é ter retirado a campanha cedo de mais, cedendo a pressões politicamente correctas. Não cabe à marca alertar para os perigos da homofobia.

    Já agora deixo-lhe uma questão: se a campanha fosse “Orgulho Homossexual” estaria contra a mesma? Eu deixo-lha já a minha resposta: era brilhante!

  5. João Pedro

    O seu post mostra bem a dimensão do seu pensamento - demasiado pequeno.

    Diz você:

    1. “a discussão que se seguiria estaria centrada na pessoa em causa e não na marca.”

    e neste caso está centrada na homofobia e não na marca. o que, seguindo o seu raciocínio, “é patético”.

    2. “No caso da campanha “Orgulho Hetero”, a marca assume-se como heterossexual (que é diferente de homofóbica, mas enfim.”

    mais uma vez sou obrigado a dizer-lhe que as suas ideias são muito pequenas. orgulho hetero é diferente de orgulho gay, tal como orgulho branco é diferente de orgulho negro. Só quem é profundamente ignorante em relação à história pode pensar que as duas expressões se equivalem.

    3. “mas certamente conseguiu chegar a uma pequena franja do seu target”

    chegar a uma “pequena franja do seu target”? era isto que a marca pretendia? pensei que a marca queria chegar ao seu target - ponto. afinal era para chegar à franja da franja da franja da franja da franja do seu target…

    de resto, gostaria de saber em que estudo se apoiou para poder afirmar que esta campanha chegou a uma “pequena franja do seu target”

    4. “Não cabe à marca alertar para os perigos da homofobia.”

    pois, isto mostra bem o seu grau de consciência política - zero - e diz mais a seu respeito do que aquilo que você imagina…

    mas mesmo partindo do princípio (errado, diga-se, porque todas as marcas e empresas têm uma responsabilidade social) que não cabe à marca alertar para os perigos da homofobia, será oportuno dizer que também não cabe à marca promovê-la.

    em suma, trata-se uma má campanha, baseada numa má ideia que decorre de uma completa e profunda ignorância, e que, do ponto de vista político e social, é completamente irresponsável.

    são campanha e ideias como estas que me fazem sentir vergonha de ser publicitário.

  6. Bruno Ribeiro

    Se tem vergonha de ser publicitário, mude de profissão! É tão simples como isso. O problema é seu e não dos outros.

    Antes de se dar ao trabalho de tentar analisar a minha personalidade tendo em conta aquilo que escrevo, aconselho-o a tirar um curso de psicologia para ver se começa a acertar em alguma das suas suposições. Mas já que estamos numa de avaliação, suponho que seja simpatizante ou militante do Bloco de Esquerda, seja anti-capitalista e anti-americano. Acertei em alguma coisa?

    Para quem diz que eu tenho “ideias pequenas” reduz as suas críticas a não-argumentos. Cresça e deixe de tentar dar lições de moral a outros, principalmente quando não os conhece. Mas se quiser aprender alguma coisa acerca do comportamento humano esteja à vontade para me contactar por e-mail. Se percebesse alguma coisa do assunto, já saberia que não são campanhas de publicidade ou conversas da treta de partidos políticas e associações civis que irão mudar os comportamentos sociais respeitantes à homofobia.

    E continua sem me responder à minha questão: se a campanha fosse “Orgulho Homossexual” estaria contra? E não me venha com conversas inúteis de soundbites baratos de que “orgulho gay” é diferente de “orgulho hetero” e que “orgulho branco” e “orgulho negro” são diferentes. Arranje argumentos a sério e se calhar até pode ajudar as associações que lutam contra os vários tipos de discriminação ao invés de continuarem a debitar argumentos que já se percebeu não resultarem.

  7. João Pedro

    Caro Bruno Ribeiro,

    começo por agradecer o conselho, mas você leu mal aquilo que eu disse. Eu disse que eram campanhas como esta que me faziam sentir vergonha em ser publicitário, não que tinha vergonha de ser publicitário. Será que consegue perceber a diferença? tenho dúvidas.

    e tenho dúvidas porquê? porque você não acerta uma. além de ser um psicólogo armado ao publicitário, as suas análises e psicologias da treta não o levam a lado nenhum a não ser ao erro.

    Ao contrário do que você pensa eu não sou do BE, nem anti-capitalista, nem anti-americano. pelo contrário, orgulho-me de ser um liberal, e um fervoroso adepto das democracias liberais e sociais democratas ocidentais, e nas quais está incluída a américa - a maior e a mais antiga das democracias.

    mas o facto de um ser um liberal e adepto do capitalismo , não diminui a quantidade de massa cinzenta nem de neurónios que tenho no cérebro. já no seu caso, a coisa é mais complicada, uma vez que você dá provas de ser um péssimo psicólogo (não acerta uma)e um péssimo publicitário (é incapaz de pensar fora da caixa).

    Vou apenas citar uma parte do seu comentário, para ficar para a posteridade:

    “se percebesse alguma coisa do assunto, já saberia que não são campanhas de publicidade ou conversas da treta de partidos políticas e associações civis que irão mudar os comportamentos sociais respeitantes à homofobia”.

    Ai não? então conte-nos lá como é que isso se faz.

  8. Bruno Ribeiro

    Incrível como consegue escrever tanto contra algo sem apresentar um único argumento, que não se alicerce no insulto fácil e infantil!

    Continua sem responder à questão que lhe coloquei. Pensar é mais difícil do que insultar os outros.

    Beba um copo de água e conte até 10 antes de insultar tudo e todos. Vai ver que ajuda!

    E continuo disponível para continuar esta conversa via e-mail; mas agradeço que se optar por comentar novamente o post, o faça com qualidade!

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