O Super Bowl (aqui e aqui) é o evento publicitário do ano nos E.U.A., sendo que por vezes a discussão em torno das campanhas apresentadas ultrapassa o interesse do jogo em si. Tendo em conta a importância do certame, seria de esperar que mais tarde ou mais cedo as companhias resolvessem enveredar pelo CGM na criação das suas campanhas.
A Frito-Lay, responsável pelos Doritos, foi a primeira a anunciar um concurso cujo o objectivo passa por criar um spot para um produto da marca (Tortilla Chips). Os cinco melhores serão levados a escrutínio público online, sendo o vencedor da votação exibido na edição de 2007 do Super Bowl. Para cada um dos 5 escolhidos está reservado, para além da notoriedade e da possibilidade de ver o seu anúncio exibido para uma audiência estimada em cerca de 70 milhões, um prémio no valor de 10 mil dólares.
Também a Chevrolet vai apostar no CGM embora de uma forma mais contida, no sentido de evitar um fiasco como o da promoção do Tahoe (a Chevrolet decidiu disponibilizar imagens para que os consumidores fizessem os seus próprios spots, acabando alguns destes por serem críticos dos SUV como o Tahoe). A empresa do ramo automóvel restringe o seu concurso ao envio de ideias para serem trabalhadas por uma equipa profissional. O entusiasmo em torno do CGM é tal que a própria National Football League (NFL) irá organizar o seu próprio concurso.
Embora isto parece o caminho mais óbvio a tomar tendo em conta as mudanças que se vêm a registar no mundo dos media e sobretudo ao nível da navegação na Internet, parece-me que as companhias estão a correr um risco excessivo ao apostar neste tipo de conteúdos para um spot de 30 segundos que custa 2,5 milhões de dólares!
Fonte: NY Times
Tags: Advertising
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Desculpa a minha ignorância, mas CGM significa?
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