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Primeiras Análises ao iPhone

Junho 27th, 2007 by Bruno Ribeiro

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iphone

O CrunchGear tem um interessante post que direcciona os leitores para algumas das análises que já foram feitas ao tão esperado iPhone. Com a data de lançamento a aproximar-se, o frenesim em torno do novo gadget da Apple vai aumentando. Das análises destaca-se uma atitude positiva para com o aparelho que parece merecer todo o destaque que tem merecido. Claro que os autores avisam desde logo que este não se trata de um modelo de perfeição registando algumas falhas que não deixam de comprometer o resultado final.

Ainda que baseando-me em relatos de terceiros e num número reduzido de análises, cada vez mais me parece que os potenciais problemas do iPhone não terão nada a ver com a convergência mas sim com o facto da Apple não ser uma empresa de telecomunicações móveis, o que a leva a cometer erros que por exemplo a Nokia não cometeria.

O principal erro para mim foi o contrato de exclusividade com a AT&T, que irá diminuir a penetração do produto. Uma empresa que tem vários modelos como a Nokia pode dar-se ao luxo de dar o exclusivo de um determinado modelo a uma operadora, porque tem outro equivalente para fornecer às restantes. A este problema há que juntar a questão de ausência de cartão SIM, que condiciona a escolha do consumidor que não pode seleccionar o operador com quer firmar contrato, questão que irá colocar entraves quando o iPhone chegar à Europa.

A questão da rede é outro ponto onde a Apple errou. O WiFi pode ser muito giro e parecer high tech, mas o WiFi não existe em todo lado e não é propriamente móvel. Teria sido mais prático criar o iPhone com compatibilidade para rede 3G ou 3,5G que, apesar de ainda estar em expansão, cobre mais terreno.

Para já o iPhone está limitado aos EUA e parece que assim permanecerá durante algum tempo. Eu aconselharia a Apple a avançar para os mercados europeu e asiático já com uma nova versão do iPhone, já que se tratam de mercados mais maduros e mais exigentes no que a telecomunicações móveis diz respeito e onde existem soluções de mercado mais capazes do que o iPhone.

Mas é inegável que a entrada em cena do iPhone será um acontecimente revolucionário para o mercado de telecomunicações móveis e que causará uma interessante luta pelo domínio do mesmo, como já deixa transparecer as iniciativas da Verizon para atacar à nascença o conceito (ou não fosse ele um exclusivo de um dos seus concorrentes).

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