Escassez: A Arma da Ferrero
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Chegou a época da Ferrero! Com o fim do calor os bombons Ferrero Rocher e Mon Chéri já ocuparam os seus lugares de destaque nas grandes superfícies. A própria Ferrero lançou a sua campanha da época recordando-nos o porquê da ausência dos artigos durante o Verão: a garantia de manter a qualidade dos mesmos, já que o calor poderia “ainda que ligeiramente” afectar o mesmo! Isso até pode ser verdade, mas aquilo que a Ferrero faz é aumentar a procura dos seus produtos ao promover a sua escassez!
Pode parecer estranho falar em escassez de um produto que podemos encontrar às centenas em qualquer hipermercado, mas aqui a escassez deve ser entendida em termos temporais e não em termos de número de artigos disponíveis.
A ideia de escassez é uma forte fonte de influência, já que leva a que a compra de um determinado produto ou serviço seja feito mais com base no impulso do que na reflexão. Quanto menos acessível for um produto, maior é o valor que lhe é atribuído pelos consumidores; logo maior a vontade de o ter e o impulso de compra!
No caso concreto da Ferrero, ao limitar o período de venda dos seus produtos - mesmo que o faça com preocupações de garantir a qualidade dos mesmos - aumenta o valor simbólico dos mesmos. Faz com que a “necessidade” de os comprar antes que acabem tenha uma importância maior no processo de decisão dos consumidores. O que leva a um maior volume de compras nesta fase do ano, certamente mais do que suficiente para cobrir as perdas do período em que os produtos não se encontram disponíveis no mercado.
Posted in Psicologia Social





Outubro 19th, 2007 at 19:50
Ao mesmo tempo cria um hábito, uma associação nas nossas cabecinhas: “olha, chega o frio, as festas, vão aparecer as caixas de bonbons!”. As pessoas gostam disso. Eu gosto. É como quando a fruta ainda tinha época. Ou, lá está, quando os gelados eram símbolo de Verão. Agora perdeu um bocadinho a graça…