Geração Youtube
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Via Atrium encontrei este interessante post de José A. del Moral que nos dá a visão do seu autor da designada Geração Youtube. Trata-se de uma reflexão interessante mas que deverá ser lida tendo em conta que não se trata de uma caracterização real e fidedigna, mas sim da interpretação que José del Moral faz dessa mesma geração. Aproveitando a deixa vou deixar as minhas impressões acerca das caracterizaçãos do autor:
1. A televisão aborrece-os: parcialmente de acordo. Não creio que haja uma maior distanciação dos jovens para com a televisão, há sim uma necessidade de a tornar mais “deles”, de adoptar um modelo on-demand que permita a cada um ser o próprio editor da sua grelha televisiva;
2. Mais à vontade com os SMS e Messenger do que com o telefone. Aqui a questão passa sobretudo pela questão económica: um sms é mais rápido, mais prático e mais barato do que uma chamada; o messenger tem as mesmas vantagens, mas permite “conversações”.
3. Vontade de partilhar. Aqui totalmente de acordo: o diário pessoal tornou-se público; o ser humano tem uma necessidade de conviver e de socializar, as novas tecnologias permitem que isso seja conseguido sem os constrangimentos que o contacto pessoal acarreta.
4. A questão dos direitos de autor é de facto complicada de conceptualizar, mas concordo com del Moral quando diz que se torna difícil conceber a existência de barreiras à posse de algo quando são dadas as ferramentas necessárias para o conseguir gratuitamente. Não me parece que seja um problema moral ou cultural desta geração, mas sim da falta de adaptaçã0 dos modelos negociais a uma realidade de abertura e de total acesso a tudo.
5. A utilização do computador como uma ferramente de convívio social é talvez uma das características que mais distingue esta geração.
6. Quando del Moral afirma que são incapazes de pesquisar nas páginas amarelas ou no índice de um livro, está obviamente a caricaturizar a cada vez maior dependência e abrangência da pesquisa na Internet. Mas a tendência é tornar tudo pesquisável num meio electrónico pelo que a direcção parece ser a certa.
7. A fotografia e o vídeo portátil serão sem dúvida uma marca distintiva de uma “geração paparazzi” com tudo o que de bom e de mau tal acarreta.
8. Tenho alguma dificuldade em aceitar o argumento que esta geração valoriza a autenticidade porque, embora isso seja algo que em certa parte é verdade, não o deixa de ser o gosto pelos nicknames, pelos avatares e os alter-egos que permitem assumir personalidades distintas das do dia-a-dia.
9. Se há coisa que esta geração não me parece ser é revolucionário em termos políticos, quanto muito será activista em determinadas causas e momentos, mas no global parece excessivamente alheada da realidade política.
10. A globalização pessoal, e do “pessoal”, decorre necessariamente das inovações tecnológicas que se têm vindo a processar. O mundo vai-se tornando plano e o leque de contactos é cada vez maior; mais do que conviver com os colegas da escola, é agora importante conviver com o resto do Mundo.
Discordando de alguns pontos, penso sobretudo que se encontram pontos de reflexão suficientemente importantes para que os profissionais do marketing procurem adaptar as suas estratégias a um público-alvo em (quase) tudo distinto do que até agora se tem visto. Ainda assim, um estudo sobre o assunto seria útil…
Tags: Marketing
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